A cidade de Itanhaém,
assim como Peruíbe, com os maciços da Juréia que caem
abruptamente no mar, possui uma costeira de pedras que
favorece o abrigo a numerosas espécies de peixe.
Assim como no Litoral Norte de São Paulo e Sul
Fluminense, essa costeira é um local riquíssimo em vida
marinha. Venha conhecer alguns dos peixes de nosso
litoral...Iremos atualizar essa lista. Colabore enviando
os nomes dos peixes que você conhece para
editor@itanhaemvirtual.com.br
Amborê
De todos os tamanhos, atinge até 15 cm. É cinzento e rajado,
vive sob as pedras e movem-se dentro d'água em
sobressaltos. Comem pequenos camarões que se abrigam nas
pedras, pequenos peixinhos, ostras e mariscos, quando
são expostos de alguma forma.
Amborê-Rei
O mesmo que o amborê mas com barbatanas e padrão de cor mais
elaborado.
Anchova
É um peixe considerado comum, mas cuja carne é muito
saborosa, seja em assados, grelhados ou moquecas. Forma
grandes cardumes com os quais caçam as sardinhas, seu
alimento favorito. Apresentam coloração azul-esverdeada
e peso entre 5 a 6 quilos.
Anjo
É peixe
de toca. De cores vivas maravilhosas, é um peixe muito
visado para aquários. Vive nas ilhas oceânicas como nas
Ilhas Queimadas e em pontos de difícil acesso da costa
Badejo
É
parecido com a Garoupa. Vive em tocas e é célebre por
sua carne deliciosa. Há diversos tipos de Badejo no
Litoral Brasileiro como o Badejo de Areia e o
Badejo Quadrado. Ocorre nas costeiras e nas Ilhas
Oceânicas. Muitos podem ser encontrados para observação
nas Ilhas Queimadas (pesca e caça proibidas).
Baiacu
Sempe foi desprezado por ser considerado venenoso, como de
fato é. Gaivotas o dispensam assim como cães e gatos,
assim que sentem o cheiro. Não possuem escamas, mas uma
pele grossa, meio amarelada e rajada. Podem inflar a
barriga quando fora da água, ou para boiar e fugir à
perseguição dos inimigos. Muito bonitos quando
observados embaixo d'água. Costumam se defender quando
pegos pelos pescadores, inflando e urinando.
Alimentam-se de moluscos, crustáceos e algas. Possuem
uma bolsa de veneno as qual os caiçaras chamam de fel.
Contudo há pescadores que dizem ser delicioso, desde que
se saiba limpar, retirando o couro e depois a bolsa de
veneno. É bom não arriscar. No Japão seu parente
daqueles mares é utilizado para o preparo de pratos
deliciosos e para os quais o Sushi Man tem que possuir
permissão especial para preparar a carne devido ao
veneno do peixe que lá é usado um pouco no prato, para
amortecer a boca.
Baiacu Bandeira
O
mesmo que o Baiacu comum, porém, a pele possui as cores
da bandeira brasileira; é amarelado esverdeado.
Bagre Amarelo
Costuma freqüentar as águas de Itanhaém quando essas ficam
turvas devido às correntes marítimas. Não possuem
escamas, seu dorso é escuro, passando para a cor amarela
dos lados, e clareando em direção da barriga. Possui um
espinho muito grande no dorso que pode se transformar
numa armadilha nas areias das praias.
Bagre Branco
Se reproduzem nos meses de novembro e dezembro no Rio
Itanhaém quando as fêmeas cheias de ovas vêm
acompanhadas dos machos para a desova e fertilização
(defeso da pesca e proibição da pesca com redes e
tarrafas no Rio). Podem atingir bom tamanho de até 40 cm
e pesar mais de 5 kg. Possui espinho no dorso.
Barracuda
É um peixe de escamas com o
corpo alongado e roliço, um pouco comprimido. Possui uma
boca grande e pontuda; dentes caninos e afiados. A
coloração é prateada, sendo que os adultos possuem
manchas pretas irregulares ao longo do corpo,
especialmente perto da nadadeira caudal, o que distingue
esta espécie das 20 ou mais espécies de barracudas de
pequeno porte, das quais cinco são encontradas no
Brasil. A espécie Sphyraena Barracuda pode chegar a 3m
de comprimento total e 50kg. No Brasil, exemplares com
mais de 20kg têm sido capturados.
Baúna ou Dentão
Vive em
alguns pontos da costa. De dorso oliváceo, abdome pálido
e vermelho-cobre, nadadeiras amarelas, com tons
alaranjados e dourados, nadadeira peitoral
vermelho-escura. Freqüenta canais que circundam os
mangues em Pernambuco.
Bicuda
Peixe de escamas; corpo
alongado e um pouco comprimido; boca grande com dentes
caninos. O último raio das nadadeiras dorsal e anal é
alongado. O dorso é cinza, sendo os flancos e o ventre
prateados. As nadadeiras pélvicas e anal possuem a
margem preta e a caudal uma faixa preta nos raios
medianos. Pode alcançar 1m de comprimento total e 5kg.
Espécie costeira, de superfície, muito comum nas
proximidades dos recifes e ilhas. Vive em cardumes
pequenos ou grandes, sendo que os indivíduos maiores são
solitários. Alimenta-se de peixes e crustáceos. Tem
valor comercial em algumas regiões e é importante para a
pesca esportiva.
Bijupirá
Peixe de escamas muito
pequenas com corpo alongado e subcilíndrico. A cabeça
grande e achatada. As nadadeiras dorsal e anal são do
mesmo tamanho, dando a impressão de uma ser reflexo da
outra. A nadadeira caudal tem o lobo superior muito
maior que o inferior. A coloração é marrom escuro, sendo
o ventre amarelado; apresenta duas faixas prateadas ao
longo do corpo. As nadadeiras são escuras. Pode alcançar
2m de comprimento total e 50kg. Pode ser encontrada
ocasionalmente em águas rasas com fundo rochoso ou de
recife, assim como em estuários e baías. Normalmente é
encontrada sozinha ou aos pares, mas pode formar
cardumes pequenos. Alimenta-se de peixes, crustáceos e
lulas. A carne é relativamente saborosa e tem muitos
apreciadores, mas não é muito comum nos mercados.
Budião
É
também conhecido como Peixe Papagaio e aqui no Brasil
existem muitas variações e de muitas cores. Podem chegar
até tamanhos bem grandes. A carne é delicada, deliciosa
e muito
apreciada. Não existem na costeira do Litoral Sul,
contudo, povoam os parcéis em Itanhaém próximos da costa
como o Parcel Dom Pedro e Dos Reis, as Ilhas Queimadas em Itanhaém, a Laje
de Santos e a Costeira do Litoral Norte de São Paulo e
Sul Fluminense, entre Ilha Bela e Angra. As ilhas e
ilhotes de Paraty (RJ) também são um habitat excepcional
para esses peixes. Gostam de se entocar e costumam viver
em locais profundos pois gostam de águas bem frias. Os
mergulhadores costumam dizer que é uma bela visão ver um budião sair
rápido como um raio de uma toca, para logo depois
entrar noutra.
Cação
Muito comum nas águas do Litoral Sul. Nada mais é do que um
tubarão de espécie inofensiva ao homem. Vivíparos, as
fêmeas carregam os filhotes no ventre parindo-os tal
qual os mamíferos, porém como não possuem sangue quente
e nem mamam, são de outra ordem; a dos peixes. A pele é
serrilhada o que na realidade é um aperfeiçoamento da
espécie para evitar o atrito com a água, permitindo uma
navegabilidade maior e mais rápida, servindo como órgão
sensorial, dando informações sobre o ambiente ao redor e presas eventuais
nas proximidades. Não passam dos 3 metros.
Cação Martelo
O mesmo que seu primo cação, porém com a cabeça em forma de
um martelo. Conhecido também como tubarão martelo.
Cação Viola
Peixe
curioso, pois possui o corpo de uma cação e sua cabeça
se parece com uma raia. É de cor amarronzada e não é
raro, pode ser pescado nas Pedras do Cibratel.
Caranha
São peixes de toca de coloração que vai do róseo-escuro ao
vermelho, sendo escura a margem das nadadeiras ímpares.
Alimenta-se de peixes e crustáceos, e é pescado com
linha de fundo. Quando a maré está alta e as águas do
mar quando estão com boa visibilidade, entrando rio
adentro, muitos mergulhadores apanham este peixe no
arpão sob os pilares da antiga ponto do trem. Também
existem em número considerável nas Ilhas Queimadas.
Caratinga
Vivem
em pequenos cardumes de 2, 3 ou 5 indivíduos. Peixe
actinopterígio, perciforme, gerrídeo (Eugerres
brasilianus), do Atlântico, desde as Antilhas ao Litoral
Sul de São Paulo. Possui coloração prateada, com
reflexos esverdeados e uma estria olivácea no corpo;
chega a atingir acerca de 25 cm. Vivem no litoral de
Paraty e Ubatuba, nas enseadas tranqüilas; podem ser
encontrados na Barra do Rio Itanhaém.
Cavala
Peixe de escamas muito
pequenas e corpo fusiforme, ligeiramente comprimido. A
nadadeira caudal é muito furcada e o focinho é pontudo.
A coloração do dorso é azul metálico, sendo os flancos e
ventre prateados. A linha lateral é marcada, servindo
para distinguir as espécies do gênero. Entre as espécies
desse gênero, S. Cavala é a única que não possui pintas
nem manchas. A Cavala-Verdadeira pode atingir mais de
1,5m de comprimento total e 30kg.
Cavalo Marinho
Também
é um peixe. O corpo é revestido de anéis ósseos, e a
cauda, preênsil, constitui quase a metade dele. Nada em
posição ereta, e alimenta-se de pequenos crustáceos. Os
ovos são incubados numa bolsa abdominal do macho. Era
comum na costeira brasileira, porém, hoje é mais
encontrado em locais como nas ilhas oceânicas e
costeiras isoladas de Ubatuba, Paraty e Angra dos Reis.
Cherne
Peixe de escamas e corpo
grande, alto e comprimido. A coloração é
marrom-avermelhada, algumas vezes mais clara no ventre.
A margem da parte espinhosa da nadadeira dorsal é
escura. Indivíduos jovens apresentam manchas brancas
distribuídas regularmente em fileiras verticais e uma
grande mancha escura no pedúnculo caudal, que se origina
no dorso e atravessa a linha lateral. Alcança 2m de
comprimento total e 380kg. Os peixes jovens vivem em
águas rasas, em costões, estuários e recifes costeiros.
A medida que crescem, dirigem-se para águas mais
profundas, com fundo rochoso, onde ficam parados a maior
parte do tempo. É um peixe voraz que se alimenta
principalmente de peixes e crustáceos. Tem grande valor
comercial. A pesca amadora é mais difícil porque os
grandes indivíduos habitam águas muito profundas.
Cioba
Possui dorso verdoengo,
flancos e abdome de um rosa forte. Freqüenta lugares
pedregosos, e chega a pesar 18kg. Os exemplares jovens
têm barras transversais pouco nítidas e mancha preta
acima da linha lateral, ao nível do segundo raio da
dorsal.
Corcoroca
É mais
conhecido como roncador. Ocorrência de grandes cardumes
na Barra do Rio Itanhaém, nas Ilhas Queimadas e em todo
Litoral Norte Paulista.
Corcoroca Mulata
Ocorre
nas Ilhas Oceânicas e Costeira do Litoral Norte de São
Paulo.
Donzela
É
chamado em inglês de Damsel. Há vários tipos de de
Donzelas vivendo no Brasil e alguns desses peixes podem
ser facilmente encontrados tanto na costeira (Litoral
Norte de São Paulo e Sul Fluminense), como nas ilhas
oceânicas (Queimadas, Laje de Santos, etc.). De
coloração amarronzada e azulada no local da cabeça, é
peixe de toca e nada em torno de seu território
protegendo-o ferozmente. Ocorre nas Ilhas Queimadas e
Litoral Norte de São Paulo.
Donzela Amarela
Peixe
de pequeno porte. Possui uma coloração azul bem forte no
dorso. Ocorre no Litoral Norte Paulista, Sul Fluminense.
Donzela de Rabo
Amarelo
Como o peixe Donzela,
freqüenta arrecifes, costeiras e ilhas como as
Queimadas.
Donzela das Rocas
Espécie que vive nos atóis
e arrecifes em águas profundas e muito claras.
Dourado
É um dos peixes mais bonitos do Brasil. É peixe de passagem
e vive em mar aberto. Sua coloração é luminosa, indo do
prateado ao amarelo dourado resplandecente. Ocorre em
torno das Ilhas Queimadas e mais além, no mar aberto.
Enguias
Vivem nos estuários, particularmente nas águas do Rio
Itanhaém. São muito pequenas e acinzentadas e não fazem
mal algum. Espécies maiores como as moréias podem ser
facilmente encontradas nas Ilhas Queimadas. Pesca
proibida naquele local. Essas últimas possuem um tipo de
muco em torno dos dentes o que causa inflamações acaso
mordam alguém.
Enxada
É um
peixe de passagem. Vive só ou em grandes cardumes. Muito
apreciado pelos praticantes da pesca submarina pois
atinge tamanhos bem grandes. Ocorre nas Ilhas Queimadas
(pesca e caça proibidas) e nas ilhas oceânicas de todo
litoral brasileiro. Pode com alguma dificuldade ser
encontrado nas costas do Litoral Norte de São Paulo
(Ilha Bela, Ubatuba) e Sul Fluminense (Trindade, Paraty,
Ilhas de Angra e Ilha Grande).
Espada
São
peixes com formato curioso, tal qual uma espada. Os
maiores possuem os dentes à mostra dando-lhes um aspecto
feroz. alimentam-se de peixes menores e formam grandes
cardumes em águas abertas ou abrigadas. De carne boa,
são muito apreciados em cozidos e moquecas caiçaras.
Fogueira
É um
peixe vermelho que vive na costeira e nas ilhas. Às
vezes é confundido com o Jaguareçá. Comum nas costas do
Litoral Norte de São Paulo e nas Ilhas Queimadas em
Itanhaém.
Garapoá
Vive em
pequenos cardumes, em ilhas oceânicas como as Queimadas
e a Laje de Santos. É um peixe muito bonito, todo
prateado
com todas as nadadeiras amarelas e uma lista no meio do corpo desta
mesma cor.
Garoupa ou Mero
Garoupa é um peixe cuja carne é das mais apreciadas. Quando
cresce é chamada de Mero, gigantes que atingem mais de
60 kg e tamanhos assustadores. Foi muito pescado por
isso mesmo está ameaçado e em alguns locais a pesca está
terminantemente proibida. Existem diversos tipos de
Garoupas como a Garoupa Comum e a Garoupa
Marmoreada. Ocorre nas costeiras e Ilhas Oceânicas.
Grama
Peixe
pequeno de coloração vivaz e inconfundível. Muito
apreciado pelos amantes do aquarismo. Vive nos recifes
de coral e Ilhas Brasileiras.
Guaiuba
Ocorre
nas ilhas Queimadas e em alguns pontos da Costeira do
Litoral Norte de São Paulo e Sul Fluminense. Vive em
cardumes de extensão considerável, abrigando-se por
vezes nas tocas.
Jaguareçá
Vive
nas ilhas oceânicas como as Queimadas e na costeira do
Litoral Norte de São Paulo.
Manjuba
Muito
comum no litoral, costumava freqüentar assiduamente as
pedras e laguinhos aro redor do Poço dos Índios nos anos
60. Ainda são avistadas naquele local assim como na
barra do Rio Itanhaém.
Marimbá
Seu
nome nos chega através do Tupi. Muito bonito, é todo
prateado e possui uma pinta preta na cauda como uma
forma de enganar os predadores. Vive em duplas, trios ou
pequenos cardumes. Viviam na barra do Rio Itanhaém e no
Poçinho dos Índios. Hoje em dia, desapareceu desses
locais. Contudo é encontrado nas Ilhas Queimadas e na
Costeira do Litoral Norte, onde também está ficando um
pouco raro.
Marlim Azul
Possui
um focinho em forma de espada, com coloração azul escura
no dorso e prata no ventre. Pode chegar a ter 4 metros e
700 kg. É um peixe de passagem que vive em mar aberto,
aproximando-se da costa entre o final da primavera e
início do verão. Não nada em cardumes mas na época da
reprodução forma pequenos grupos.
Marlim Branco
É um
pouco menor que o Marlim Azul, com indivíduos que chegam
a ter 3 metros. As nadadeiras peitorais, primeira dorsal
e primeira anal são arredondadas, enquanto no Marlim
Azul são pontudas. É um peixe solitário e forma pares na
época reprodutiva. A alimentação consiste basicamente de
peixes, como atum, bonito, dourado, peixe voador, e
lulas e sépias.
Mira (Badejo Mira)
Parecida com a garoupa é na realidade um tipo de badejo, recebe
o nome de Mira pelos caiçaras, pois fica imóvel, mirando,
fitando mergulhadores e
pescadores, que ela enxerga lá debaixo d'água, para
depois sair nadando em disparada para o abrigo de alguma
toca. Comum nas
ilhas Queimadas, Litoral Norte Paulista e Sul Fluminense
(comum em torno da Ilha da Cotia em Paraty Mirim).
Miraguaia
É mais comum nas regiões
Sudeste e Sul. é um peixe de escamas com o corpo
alongado, um pouco achatado, focinho obtuso e reto em
sua parte anterior e boca inferior. A coloração do dorso
varia de cinza a marrom escuro ou preto, o ventre é mais
claro. Os jovens são mais claros e apresentam de 4 a 5
faixas escuras verticais, que se confundem com a cor
geral, cada vez mais escura à medida que crescem.
Alcança 1,7m de comprimento total e 50kg. É uma espécie
costeira que vive sobre fundo de areia, lodo ou
cascalho, principalmente nos estuários com costeira
rochosa e canais. Alimenta-se de peixe e moluscos,
principalmente mariscos, crustáceos. Migra para águas
mais quentes durante o inverno, época da reprodução,
quando pode ser encontrada junto a costões rochosos.
Geralmente a carne é infestada de vermes, fazendo com
que seja importante comercialmente apenas em algumas
regiões.
Moréias e Enguias
Moréias
e enguias não são cobras do mar como pensam ingenuamente
alguns, mas sim peixes com um formato alongado. As
enguias são pequenas e vivem nas areias onde enterram a
parte posterior do corpo, esperando por pequenas presas
como peixinhos e minúsculos crustáceos. Podem ser
encontradas com facilidade no fundo do Rio Itanhaém ao
longo da Alameda Emídio de Souza, onde muitas são
fisgadas pelos pescadores do local. As moréias são
maiores e vivem em ilhas mais afastadas como as
Queimadas e em locais onde a costeira é mais inacessível
como no Litoral Norte, em Trindade, na costa da ponta do
Cepilho e na Ponta da Joatinga. As moréias possuem uma
espécie de muco irritante cobrindo os dentes e quando
mordem os mergulhadores, o que é raro, o local deve ser
desinfetado para não infeccionar.
Namorado
Antigamente, era muito comum nas águas de Itanhaém.
Medem cerca de 50 cm e ode chegar até 1 metro. Peixe
robusto, vive em águas com fundo de areia nas quais se
alimenta de invertebrados. Ocorre na Laje de Santos e
nas Queimadas.
Olho-de-Boi
Medem
até 1,2 metros e pesam até 25 quilos. Alimentam-se de
peixes pequenos, sardinhas, lulas e camarões. Quando
pequenos buscam proteção formando cardumes e depois de
adultos vivem em pequenos bandos de até 1o indivíduos ou
mesmo solitários.
Olho de Cão
É um
peixe pequeno que vive em cardumes em torno dos corais
do tipo cérebro. Não existe na costa do Litoral Sul hoje
em dia e é também é raro nas costas do Litoral Norte de
São Paulo. Pode ser encontrado nas Ilhas Queimadas.
Paraty
Paraty é um peixe que empresta seu nome à cidade maravilhosa
do Litoral Sul Fluminense. Trata-se de um peixe branco e
pequeno que vive na costeira. O nome em Tupi antigo
significa qualquer peixe branco, inclusive a tainha.
Bertioga é uma corruptela do nome original em Tupi que
parece ter sido paraty-oca, ou seja, casa das tainhas ou
do peixe branco.
Paraty Barbuda
O mesmo que seu parente próximo, a paraty, porém com uns
fios de barba saindo perto da boca. Na realidade são
antenas com as quais o peixe fareja o fundo dos mares em
busca de alimento, recebendo também informações sobre o
ambiente ao redor como presas e agitações nas águas.
Paulistinha ou
Sargento
É muito comum em todo o litoral de São Paulo, daí seu nome,
Paulistinha. Em Itanhaém vive no poço dos índios onde
podem ser avistados cardumes de alevinos com bastante
freqüência e em torno das pedras do Cibratel.
Peixe Anjo Pigmeu
De
tamanho minúsculo, possui cores bem fortes, variando de
um amarelo-claro no dorso para um azul escuro dos lados
e na parte inferior. É encontrado em alguns pontos da
Costa (Litoral Norte Paulista e Sul Fluminense) e nas
ilhas oceânicas.
Peixe Anjo Real
De
beleza radiante, é exclusivo de mares tropicais,
ocorrendo desde o Caribe até a Costa Brasileira. Pode
ser encontrado nas ilhas oceânicas brasileiras e atóis.
Peixe Borboleta
São
peixes pequenos e costumam viver em pares, eternamente
namorando e brincando sobre os corais do tipo cérebro,
nadando e se escondendo nas tocas das ilhas e da
costeira. Não existem na costeira de Itanhaém mas
ocorrem nas Ilhas Queimadas. Eram muito comuns no
Litoral Norte de São Paulo, mas devido à caça-submarina
predatória estão cada vez mais rareando no local. Há
vários tipos como o Peixe Borboleta Jandaia e o
Listrado.
Peixe Cardeal
Pequeno
e de coloração avermelhada, pode ser encontrado nas
Ilhas Queimadas e costeira do Litoral Norte de São
Paulo.
Peixe Cirurgião
É um peixe muito bonito e tropical. Há 2 espécies. uma delas
de cor meio azulada,
possui dois espinhos na cauda. A outra, é de cor mais
clara, um tipo de amarelo pastel. Quando morto, exala um
cheiro de iodo forte que é bem desagradável. Vive nas
costeiras do Litoral Norte e nas Ilhas como as
Queimadas.
Peixe Frade
É um peixe tropical muito respeitado por pescadores e
mergulhadores sérios pois são monogâmicos, ou seja, uma vez que
formam um casal, quando um morre, o outro jamais
se junta com outro peixe para procriar novamente. Por isso mesmo, não é aconselhável
matá-lo mesmo porque trata-se de espécie protegida.
Quando jovem sua coloração é azul marinho escuro com
listas verticais amarelas (ver figura acima). Quando adulto é azul marinho
com traços de amarelo em todas as escamas. É um peixe
muito inteligente e manso, chegando bem perto dos
mergulhadores, o que faz com que corram riscos, tornando-os presa fácil para desequilibrados mentais que
insistem em pescá-lo.
Peixe Frade Branco
O mesmo que o Peixe frade, porém, sua cor é esbranquiçada,
num tom meio marrom bem claro acinzentado (ver na imagem
acima).
Peixe Galo
A primeira imagem que nos vem à cabeça é de um peixe
achatado, prateado e com uma protuberância na cabeça. De
dorso azulado e abdome prateado, é facilmente
reconhecível por ter a fronte quase vertical, semelhante
a uma relha de arado, e pela presença apenas do primeiro
raio da primeira nadadeira dorsal, muito longo,
atingindo a ponta da cauda. Tem também dois longos
filamentos, cujo comprimento varia com a idade, na
região anterior do abdômen. Nos anos 60 e início dos
anos 70, era comum em toda costeira de Itanhaém e podiam
ser capturados nas pedras do Cibratel. Hoje são raros
por aqui. São encontrados com facilidade nas Ilhas
Queimadas (pesca proibida).
Peixe Morcego
De
aspecto aterrador, vive nas costeiras distantes do
Litoral Norte e principalmente em Ilhas como as
Queimadas de Itanhaém. De coloração amarronzada, o corpo
apresenta feitio de sapo na parte anterior e é
pisciforme na posterior; nadadeiras ventrais pediformes,
utilizadas para caminhar na lama e as peitorais lembram
asas. É peixe de profundidade.
Peixe Porquinho
É
tipicamente tropical e muito bonito na água. Possui dias
nadadeiras, uma no dorso e outra no ventre as quais lhes
dão um aspecto gracioso em meio as águas do mar. Comum
nas Ilhas Queimadas.
Peixe Porquinho da
Pedra
Como o peixe porco, não possui escamas, mas somente um apele
bem grossa, protetora do animal e um espinho no dorso
que em situações de perigo, fica ereto. Vive nas pedras como o
próprio nome indica. É um peixe tipicamente
tropical. Comum nas Ilhas Queimadas e na Costeira do
Litoral Norte de São Paulo e Sul Fluminense.
Perna-de-Moça ou
Betara
Pernas-de-Moça são peixes muito bonitos e inconfundíveis
pelo pequeno apêndice que sai debaixo de suas bocas. São
de cor acinzentada brilhante no dorso e mais clara dos
lados. Chegam até tamanhos de 30 cm ou mais. Eram muito
comuns nas pedras do Cibratel e no Rio. Hoje estão se
tornando raros no local mas inda podem se pescados com
certa facilidade.
Pescada Branca
Muito comum no litoral, faz a alegria dos pescadores. É
muito saborosa e vai na preparação de diversos pratos.
Geralmente apanhado em rede nas águas de Itanhaém.
Pescada Inglesa
Parecida com a pescada branca, porém possui cor amarelada.
Pirangica
Pirangica ou em inglês,
Yellow Sea Chub, ocorre nas águas tropicais do Atlântico
e no Brasil em todo litoral. Possui corpo ovalado e
pouco comprimido lateralmente, boca pequena com dentes
fortes e nadadeira caudal grande e bifurcada. Corpo
cinza prateado com diversas listras longitudinais e
nadadeiras escurecidas. Vivem em zonas costeiras com
águas rasas em fundo de pedras ou corais, quase sempre
em cardumes. Costumam compartilhar tocas com outros
peixes, como sargos-de-beiço, salemas, garoupas, etc.
Vistos com freqüência na superfície no espumeiro das
pedras e lajes. Segundo consta, a carne não é muito
apreciada.
Piraúna
Alimenta-se de mariscos e
ostras, freqüenta regiões de mangue e emite sons
semelhantes ao rufar de um tambor. Os exemplares jovens
recebem o nome de burriquete.
Prejereba
Peixe de escamas e corpo
alto e comprimido. A cabeça é pequena e as nadadeiras
dorsal e anal são alongadas e arredondadas, quase
atingindo o final da nadadeira caudal. Esta
característica faz com que seu nome em inglês seja
tripletail, ou seja, cauda tripla. A coloração é marrom,
com reflexos brancos ou cinza esverdeado. Alcança cerca
de 80cm de comprimento total e 15kg. Freqüenta as
regiões de mar aberto com fundo rochoso, acompanha
objetos a deriva e pode ser encontrado nas bocas de rios
e manguezais. Peixe carnívoro, se alimenta de pequenos
peixes, crustáceos e da fauna que acompanha objetos a
deriva. Pode ser encontrado sozinho ou aos pares. Tem o
costume de boiar na superfície. A carne é saborosa, mas
raramente é encontrado nos mercados. É uma espécie
importante para a pesca esportiva porque briga muito,
chegando a saltar fora d'água.
Quimera (Peixe
Elefante)
A Quimera é um peixe
raríssimo, parente das raias e tubarões da espécie
Callorhinchus callorynchus e vive em águas muito
profundas. Foi encontrado um tipo de Peixe Quimera em
Itanhaém que é popularmente conhecida como peixe
elefante por ter uma projeção carnosa na parte anterior
da cabeça que lembra uma tromba, diferentemente das
outras Quimeras. O exemplar era uma fêmea de 90
centímetros, pesando aproximadamente dois quilos e meio.
Sendo de águas muito profundas, por raríssimas vezes
pode ser encontrada em águas rasas como o referido
espécime capturado em Itanhaém. Este é o quarto caso de
quimera encontrado em águas rasas no Estado de São Paulo
desde 1950.
Raia
Há
diversas espécies de Raias. As mais comuns possuem um
ferrão na cauda por onde, acaso pegas, injetam veneno.
Há diversas espécies no Litoral Sul e em Itanhaém, são
encontradas em abundância nas Ilhas Queimadas.
Raia Chita
É
talvez uma das mais bonitas. Possui uma cabeça
triangular com olhos protuberantes, de cor azul escura,
com pintas brancas no dorso e totalmente branca na parte
inferior.
Raia Jamanta
É um
dos animais que oferecem um dos espetáculos mais
deslumbrantes da natureza. É maravilhoso poder vê-las
"voando" debaixo d'água na imensidão azul das ilhas
Queimadas e da Laje de Santos. Podem ser vistas até de
cima do barco, tal a claridade da água nesses locais.
São dóceis e inofensivas, por isso mesmo são e devem ser
respeitadas por todos os pescadores e mergulhadores.
Robalo
É
talvez o peixe mais querido do litoral, seja por sua
beleza, tamanho e qualidade da carne que é de sabor
delicadíssimo. Freqüenta rios e estuários onde procria.
Alguns pescadores parecem desrespeitar a proibição da
pesca de indivíduos pequenos. Chega até mais de 15
quilos e tamanhos bem grandes. Pode ser apanhado na
rede, arpão ou vara. Em Itanhaém, costuma freqüentar as
Ilhas Queimadas, os Rios e as Pedras da costeira.
Robalo Flecha,
Robalo Peva
Das
seis espécies de robalo encontradas no oceano Atlântico,
quatro são capturadas no litoral do Brasil,
destacando-se principalmente o robalo-flecha Centropomus
undecimalis e o robalo-peva Centropomus paralellus.
Ambas possuem o corpo alongado e comprimido e a
mandíbula inferior saliente. O robalo-flecha é a maior
espécie da família, alcançando 1,2m de comprimento total
e 25kg. A coloração do dorso é acinzentada com reflexos
esverdeados e o ventre é esbranquiçado. A linha lateral
é uma listra longitudinal negra que se estende ao longo
do corpo até o final da nadadeira caudal. O robalo-peva
é menor, alcançando 50cm de comprimento e 5kg. Apresenta
o dorso cinza esverdeado e os flancos prateados. São
espécies costeiras. Ocorrem em manguezais, estuários e
baías. São encontradas em águas salobras, podendo ser
capturadas desde a barra dos rios até vários quilômetros
acima da foz, principalmente na época de desova. Gostam
de águas calmas, barrentas e sombreadas, e ficam
próximos ao fundo. Alimentam-se de pequenos peixes e
crustáceos, especialmente camarões e caranguejos. São
muito apreciados como alimento, especialmente na região
Sudeste, e, também pelos pescadores esportivos, porque
proporcionam uma luta espetacular, principalmente os
grandes exemplares. As melhores iscas par o Robalo são
camarões e peixinhos vivos, que podem ser arremessadas
nas margens ou serem usadas na rodada, próximas ao
fundo. As iscas artificiais como plugs, tanto de
superfície quanto de meia água, jigs e shads também são
bastante produtivas e devem ser trabalhadas junto à
costeira ou nos rios, junto aos troncos e galhadas nas
margens.
Salema
Possui coloração muito bonita, prateada com traços amarelos
e pretos, a Salema é um peixe que vive em bandos
refugiando-se nas tocas. Pode ser capturada por vara ou
arpão. Comum nas Ilhas Queimadas e no Litoral Norte
Paulista.
Sardinha
É a base da cadeia alimentar no oceano. Seu desaparecimento
acarretaria no fim de diversas espécies de peixe e
mamíferos marinhos que dela dependem como alimento
principal; por isso mesmo, a necessidade do respeito ao
defeso. Antigamente era abundante e poderia ser
conseguida até gratuitamente nos cais dos portos. Hoje
já está escasseando, mas com leis de proteção e o defeso
a espécie vem se recuperando de forma impressionante. É
encontrada em abundância nas águas do Litoral Sul. É
utilizada no preparo de diversos pratos, frita
acompanhada daquela cerveja gelada ou vinho branco ou
ainda em deliciosos "escabeches".
Sargo
De carne deliciosa, povoa toda a costeira de Itanhaém. É
peixe de toca. Nas pedras do Cibratel, praticantes de
caça submarina já pegaram sargos de até 5 kg. Possui um
aspecto mais bonito que o Sargo de Dente; sua cor é
prateada, avermelhada. Há diversas espécies vivendo em
Itanhaém.
Sargo de Beiço
Ocorre
em Itanhaém, nas pedras do Cibratel, Costão do
Paranambuco e em torno da Ilha do Givurá. Comum em todo
Litoral de São Paulo onde exista costeira com pedras,
pois adora abrigar-se em tocas. Comum nas Ilhas como as
Queimadas e em toda costeira do Litoral Norte. É um
peixe acinzentado com partes escuras do lados.
Sargo de Dente
De carne muito apreciada, é peixe de toca. Freqüentava as
pedras do Cibratel e o Costão do Morro do Paranambuco.
Hoje está se tornando raro na costa. Ainda podem ser
pescados nas pedras do Cibratel. Alimenta-se de algas e
moluscos fincados nas pedras, por isso seus dentes
parecidos com os humanos.
Tainha
São vistas nos meses do verão nas águas na Paia do Peruíbe
em grandes cardumes. Sua pesca só é possível com arpão
ou rede pois este tipo de peixe é de passagem e não
engole anzóis.
Tarpão
Peixe de escamas grandes
com corpo alongado e comprimido. A boca grande é um
pouco inclinada. A mandíbula inferior sobressai para
fora e para cima, os dentes são pequenos e finos e a
borda do opérculo é uma placa óssea. A coloração é
prateada, sendo o dorso cinza azulado, variando de claro
a quase preto. Os flancos e o ventre são claros. Nas
águas escuras, pode ficar dourado ou marrom. Alcança
mais de 2m de comprimento total e 150kg. Vive nas águas
quentes tropicais e subtropicais do oceano Atlântico. É
uma espécie costeira que também pode ser encontrada em
alto mar, principalmente nos períodos de reprodução,
quando migra em grandes cardumes. Entra nos estuários e
na água doce. Possui respiração aérea. A bexiga
natatória auxilia na respiração, permitindo que suporte
água salobra e doce estagnada e sem oxigênio. Tais águas
estão livres de predadores e oferecem refúgio para os
jovens. Alimenta-se de sardinhas, anchovas, tainhas,
entre outros.
Tesourinha
É um
peixe que costuma viver em grandes cardumes e preza as
tocas onde ficam escondidos durante o dia. Ocorrem em
ilhas como as Queimadas e na costeira do Litoral Norte
Paulista e Sul Fluminense (Trindade).
Tesourinha de Rabo
Amarelo
É um
peixe mais parecido com a chamada "Donzela". Raro nas
costeiras, pode ser encontrado nas ilhas oceânicas.
Tricolor
Vive
nas ilhas como as Queimadas, Laje de Santos e Ilhas do
Litoral Norte. É peixe de toca.
Trilha (ou Salmonete)
Ocorrem nas águas tropicais
do Atlântico. No Brasil ocorrem no nordeste e no
sudeste. É uma espécie costeira de águas rasas que vive
em fundos arenosos e/ou rochosos e em áreas de recifes.
Possuem corpo baixo, alongado e fusiforme. Apresentam
dois longos e flexíveis bigodes na ponta da mandíbula
inferior. Coloração muito variável, de acordo com o
meio, podendo ser branco, róseo, amarelo, mas sempre
apresentando manchas escuras arredondadas ao longo da
linha lateral. Em média medem de 15 a 20 cm de
comprimento e pesam de 0,2 a 0,4 Kg, podendo chegar a
até 30 cm e 0,8 Kg de peso. São peixes carnívoros que se
alimentam de pequenos invertebrados, crustáceos e
gusanos, que se encontram na areia, de onde são
capturados com a ajuda dos bigodes que os localizam.
Normalmente andam em pequenos grupos ou solitários. Sua
coloração pode variar de acordo com sua vontade, e com o
meio onde estão, com uma velocidade incrível.
Sernambiguara
Peixe de carne muito apreciada. É comumente caçado com arpão
e ocorre na costeira do Litoral Norte e nas Ilhas como
as Queimadas. Alguns o conhecem como Pampo.
Ubarana
Espécie de escamas
pequenas, com corpo alongado e fusiforme. O
focinho é pontudo, a boca é terminal e um pouco
inclinada. A nadadeira dorsal fica localizada no meio do
corpo e a nadadeira caudal é furcada. A coloração é
prateada, sendo o dorso cinza azulado, e os flancos e o
ventre amarelados; as nadadeiras são quase sempre
amareladas. Alcança 1m de comprimento total e 8kg. A
espécie é normalmente é encontrada em baías e portos,
podendo ocorrer na água salobra da foz de rios e até
mesmo subir os rios a procura de alimento. Os jovens
freqüentam as águas costeiras e os adultos preferem o
mar aberto, onde formam cardumes quando se reproduzem.
Alimenta-se basicamente de pequenos peixes e crustáceos.
Não tem muita importância comercial por causa dos
espinhos, mas é muito apreciada pelos pescadores
esportivos porque dá saltos espetaculares quando
fisgada. Em alguns locais é usada como isca.
Xaréu
Vivem nos costões das Ilhas oceânicas, como no caso das
Queimadas. São de coloração prateada e atingem até 25
quilos. Na época das migrações, aproximam-se em cardumes
da costa, nadando em locais de pouca profundidade. Há
também outros tipos de Xaréu como o Xaréu Preto, o
Xarelete e o Guarajuba. O xarelete azul costuma
acompanhar os mergulhadores.